sábado, 14 de dezembro de 2013

VINHO DO PORTO E A SUA HISTÓRIA

VINHO DO PORTO E A SUA HISTÓRIA






VINHO DO PORTO

A designação de Vinho do Porto surge na segunda metade do Século XVII, pois que a comercialização do vinho fino ou generoso produzido na espectacular região Duriense faz-se a partir desta cidade portuguesa. É principalmente a Inglaterra que importa crescentes quantidades de vinho generoso conduzindo a criar o Tratado de Methewn em 1703, que consagra no plano diplomático o fluxo mercantil, prevendo a contrapartida de privilégios para os britânicos no mercado português. Os altos preços praticados, implementam não só a produção de vinho fino, mas também a adulteração dos vinhos produzidos, com introdução no mercado de vinho generoso alterado, feito de vinhos provenientes de outras regiões vinhateiras que não da região do Douro. Isto conduz a que em meados do Século XVIII a Inglaterra interrompa a sua importação. Os preços baixam e obrigam a que em 1756, o então Primeiro-ministro de Portugal, Marquês de Pombal, crie a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, surgindo assim a primeira região demarcada de vinhos em todo o mundo, com a designação de Feitoria, região onde eram produzidos os únicos vinhos finos exportados para Inglaterra. 


Esta região demarcada viria a ser alargada em 1907, abrangendo também o Douro Superior. O decreto que permite esse alargamento da área produtiva regulamenta também a produção, venda, exportação e fiscalização do vinho já então conhecido como vinho do Porto. Com este mesmo decreto, reserva-se a denominação de vinho do Porto para os vinhos generosos da região do Douro, com graduação mínima de 16,5º.

 O barco Rabelo é um barco com características próprias, de fundo chato, construído com tábuas sobrepostas, possuindo um mastro único com vela quadrada que aproveita os ventos predominantes na subida do rio. Os remos são usados na descida acidentada dos cerca de 300 Km que o rio Douro percorre em terras portuguesas. A sua construção terá influencias ligadas ás culturas do mundo antigo mediterrânico e oriental.
Até 1965 o transporte das pipas desde a área produtora até ao Entreposto de Vila Nova de Gaia e Porto, faz-se descendo o rio Douro, utilizando os barcos Rabelos que são carregados com as pipas de vinho generoso transportado até à margem do rio por carros de bois. É mais uma enorme epopeia levada a cabo pelo homem, tendo sido filmado pelo conhecido e conceituado cineasta português Manoel de Oliveira, na sua primeira curta-metragem  que dedicou à  faina no Rio Douro — Douro, Faina Fluvial  em 1931

Um extrato da curta metragem de Manoel de Oliveira, de 1931





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