quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Óleo de peixe pode ajudar a prevenir o Alzheimer



                       Óleo de peixe pode ajudar a prevenir o Alzheimer


                   


Comer mais peixe pode contribuir para um cérebro maior e ajudar a prevenir a doença de Alzheimer. Um novo estudo norte-americano indica que as que as pessoas com níveis mais elevados de ómega-3 no organismo, que podem ser adquiridos através dos ácidos gordos dos peixes, possuem um volume cerebral maior em idades mais avançadas.
A diminuição do volume cerebral é um sinal da doença de Alzheimer mas também do processo normal de envelhecimento. Possuir o volume cerebral maior em idades avançadas é o equivalente a preservar entre um a dois anos de saúde mental, aponta o estudo que foi publicado no jornal científico Neurology.
Uma das chaves do ómega-3 é o ácido docosa-hexaenóico, que se pensa ajudar as células do sistema nervoso central a comunicarem entre si. As fontes mais ricas de ómega-3 e de outros ácidos gordos são os peixes com grande percentagem de óleo natural, como a sardinha, o arenque e a cavala.
“O nosso estudo sugere que uma reserva maior de ácidos gordos e ómega-3 pode ajudar a retardar a perda da função cognitiva que pode acompanhar a atrofia do cérebro”, afirma o autor do estudo, James Pottala, da Universidade de Dakota do Sul. “Estes níveis maiores de ácidos gordos podem ser conseguidos através de uma dieta mais baseada em peixe e através do uso de suplementos. Os resultados indicam que o efeito no volume cerebral é o equivalente a retardar a perda normal de células cerebrais, que ocorre com o envelhecimento, entre um a dois anos”, explica.
Além da sardinha, arenque e cavala, também os peixes brancos, como o bacalhau, a solha e o eglefim, são uma boa fonte de ácidos gordos, embora os possuam menores quantidades. Aliado ao aumento do consumo de peixe, também os suplementos de óleo de peixe são recomendados como prevenção de ataques cardíacos e morte súbita. Com uma dieta de peixe mais regular a probabilidade de sobreviver a um ataque cardíaco aumenta um terço.
Os ácidos gordos actuam de variadas formas na redução do risco de ataques cardíacos: reduzem a gordura sanguínea, reduzem o risco de coágulos sanguíneos e reduzem as arritmias, que se podem revelar fatais. Estes ácidos podem ainda reduzir a inflamação cerebral e desempenhar um papel importante no desenvolvimento cerebral e na renovação das células do sistema nervoso central.

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