domingo, 16 de fevereiro de 2014

OS SONHOS DOS HOMENS

OS SONHOS DOS HOMENS




Estava eu ainda a pensar na Polónia depois desta visita à Croácia, quando me lembrei do ESPERANTO.
O seu fundador é Polaco, nascido em Białystok em 15 de Dezembro de 1859 tendo falecido em Varsóvia a 14 de Abril de 1917.


Médico judeu, Ludwik Lejzer Zamenhof, publicou a versão inicial do idioma em 1887, não com a intenção de substituir todas as línguas mundiais, mas com o SONHO de criar uma língua de mais fácil aprendizagem, que servisse como língua franca internacional, para toda a população mundial.
Em 1954, a UNESCO passou a reconhecer formalmente o valor do esperanto para a educação, a ciência e a cultura e em 1985 a mesma UNESCO recomendou aos países-membros a difusão do esperanto.
A partir daqui questionei-me acerca de outros homens famosos que também tiveram os seus SONHOS.

O HOMEM NOVO
Vladimir Ilyitch Uliánov, Lenine, nasceu a 22 de Abril de 1870 em Simbirsk, tendo falecido em Gorki, a 21 de Janeiro de 1924.


Foi responsável, em grande parte, pela execução da Revolução Russa de 1917.
Foi líder do Partido Comunista Russo e primeiro presidente do Conselho dos Comissários do Povo da União Soviética.
Influenciou teoricamente os partidos comunistas de todo o mundo e das suas contribuições resultou a criação de uma corrente teórica, denominada Leninismo ou Ética de Estado.
Também ele teve um SONHO.
Com a criação do “homem novo” seria criada a nova sociedade, sem exploradores nem explorados.
Todos sabemos o resultado.

I HAVE A DREAM – EU TIVE UM SONHO

Martin Luther King, foi um negro nascido em Atlanta, nos Estados Unidos da América, a 15 de Janeiro de 1929, tendo morrido assassinado em Memphis no dia 4 de Abril de 1968.



Foi um pastor protestante e activista político.
Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no Mundo, tendo desenvolvido uma campanha de não-violência.
Subindo os degraus do Lincoln Memorial, em Washington, pode ser visto o local onde Martin Luther King estava quando proclamou "I have a dream...", repetidas vezes, como num estado de transe, a 28 de Agosto de 1963.
Apesar disso, nos Estados Unidos da América, o racismo latente subsiste.
Apenas há um ano, George Zimmerman, o vigilante voluntário de um condomínio na Florida, matou um adolescente afro-americano, Trayvon Martin, por presumir que ele devia ser um assassino!...
Há muitos bons SONHOS, a sua concretização é que nem sempre é fácil.

Para deixar uma Mensagem de Esperança, aqui fica um poema muito conhecido em Portugal do Poeta António Gedeão.
Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, nasceu em Lisboa a 24 de Novembro de 1906,vindo a falecer na mesma Cidade, a 19 de Fevereiro de 1997.



Foi um químico, professor de físico-química do ensino secundário no Liceu Pedro Nunes e Liceu Camões, pedagogo, investigador de História da Ciência em Portugal, divulgador da ciência e poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão.

Pedra Filosofal e Lágrima de Preta são dois dos seus mais célebres poemas.
PEDRA FILOSOFAL – In Movimento Perpétuo, 1956




Eles não sabem que o sonho/é uma constante da vida/tão concreta e definida/como outra coisa qualquer,/como esta pedra cinzenta/em que me sento e descanso,/como este ribeiro manso/em serenos sobressaltos,/como estes pinheiros altos/que em verde e oiro se agitam,/como estas aves que gritam/em bebedeiras de azul./Eles não sabem que o sonho/é vinho, é espuma, é fermento,/bichinho álacre e sedento,/de focinho pontiagudo,/que fossa através de tudo/num perpétuo movimento./Eles não sabem que o sonho/é tela, é cor, é pincel,/base, fuste, capitel,/arco em ogiva, vitral,/pináculo de catedral,/contraponto, sinfonia,/máscara grega, magia,/que é retorta de alquimista,/mapa do mundo distante,/rosa-dos-ventos, Infante,/caravela quinhentista,/que é cabo da Boa Esperança,/ouro, canela, marfim,/florete de espadachim,/bastidor, passo de dança,/Colombina e Arlequim,/passarola voadora,/pára-raios, locomotiva,/barco de proa festiva,/alto-forno, geradora,/cisão do átomo, radar,/ultra-som, televisão,/desembarque em foguetão/na superfície lunar./Eles não sabem, nem sonham,/que o sonho comanda a vida,/que sempre que um homem sonha/o mundo pula e avança/como bola colorida/entre as mãos de uma criança.”




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