quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

OS VINHOS DA SUA GARRAFEIRA


OS VINHOS DA SUA GARRAFEIRA

MEDALHA DO CONCURSO MUNDIAL DE BRUXELAS

MEDALHA DO CONCURSO  INTERNACIONAL NA GRÃBRETANHA

VInhos verdes e vinhos Maduros da região do Douro


Em Portugal, tal como em todo o mundo, numa garrafeira não deve faltar um vinho generoso e claro está que o rei desses néctares é o vinho do Porto: um branco seco para servir como aperitivo, um tawny para acompanhar uma sobremesa e para desgostar durante o serão um vintage. Pode preferir um dos outros vinhos generosos portugueses como o da ilha da Madeira ou o de Carcavelos ou ainda o moscatel de Setúbal.
Dos vinhos de mesa, Portugal dispõe de numerosas regiões demarcadas, com vinhos de características particulares que os distinguem, mas onde sempre encontramos vinhos de qualidade. Desde os vinhos verdes aos vinhos maduros, desde os brancos aos tintos.
Dentro dos vinhos verdes, são os brancos os mais apreciados e dentro destes, os da região de Monção da casa Alvarinho, único que tem condições para envelhecer na sua garrafeira. Muito bom a acompanhar os frutos de mar.




Entre os maduros há uma variedade tão grande que apenas vou referir algumas regiões e alguns dos seus mais apreciados vinhos, fazendo, quando possível, uma referência ao preço-qualidade, que poderá beneficiar a sua garrafeira, dando-lhe qualidade com menos custos. Os meus preferidos são os da Região do Douro, quer sejam brancos ou tintos.
Dentro destes, merece especial destaque o Barca Velha, o qual só tem um defeito: estar disponível para poucas bolsas.



O Reserva Ferreirinha, anteriormente designado como Reserva Especial e que parece ir passar a ser chamado apenas de Colheita, é um vinho que após envelhecimento e depois na prova final não foi merecedor do rótulo Barca Velha. É muito naturalmente um bom vinho que se aproxima muito dum Barca Velha e que pode fornecer a sua garrafeira, a um preço quatro vezes inferior ao verdadeiro Barca Velha! É um óptimo vinho para beber no Outono, já que nessa altura não vai precisar de o arrefecer. Acompanha com um bom prato de carne ou com um bom queijo, de preferência um queijo de ovelha curado. Outro vinho recomendado pertencente à mesma zona agrícola é o Tons de Duorum Tinto 2009, irmão mais novo dos Duorum (em latim significa de dois, já que deriva da participação de dois enólogos, José Maria Soares Franco e João Portugal Ramos) e cuja produção deriva de castas de territórios pertencentes ao Cima Corgo e Douro Superior. Vinho tinto de cor rubi, com gosto a frutas frescas, com um toque de especiarias conferido pelo envelhecimento em casco de madeira. Com uma graduação de 13,5 %, deve ser servido à temperatura de 17 º C e acompanhar boas refeições de carne e bons queijos.
Como já foi dito, uma boa opção e com alguma qualidade será guardar vinhos engarrafados de Adegas Cooperativas. Porque sou de lá e sinto orgulho nos vinhos lá produzidos, não podia deixar de falar nos vinhos da Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta. Dos vinhos correntes, mas que poderão envelhecer em garrafeira, o tinto de 2011 Montes Ermos, ganha em termos de preço/qualidade. Produzido a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, é um vinho de cor vermelha fechada, com aroma de frutos maduros e baunilha dada pelo estágio em madeira. É um vinho encorpado, com um final longo e persistente. A companha muito bem com pratos de carne, fumeiro, bacalhau e queijos de ovelha. Do enólogo Rui Madeira, é um vinho com 14,5 % alc/vol e é aconselhável ser servido a 17 º C. Este vinho ganhou a medalha de prata em Inglaterra e a medalha de ouro em Bruxelas no ano de 2013. Recomendo também o vinho branco da mesma colheita, do mesmo enólogo, com graduação de 13% alc/vol, servido a 13 º C; o branco Monte Ermos 2011- reserva, é um vinho que apresenta cor citrina e tem um aroma a fruta exótica e a citrinos, sendo um vinho com frescura e aromatizado que acompanha bem pratos de peixes gordos, bacalhau, mariscos, carnes brancas ou queijos. Da mesma Adega, lançado recentemente no mercado, um espumante, o Monte dos Ermos 2011 Bruto, produzido com castas Códega do Larinho, ainda do mesmo enólogo, é um vinho de cor palha, de aroma complexo, no qual sobressai a frescura dos citrinos e dos frutos secos. Com 12,5 % alc/vol, deve ser servido fresco como aperitivo ou a acompanhar pratos de carne branca ou de caça e com sobremesas doces.
Também o tinto Monte Ermos 2009 da mesma Adega, com graduação de 14 % alc/vol será uma boa opção para a sua garrafeira.
Para conhecimento dos apreciadores, deve ser referido que a Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta, foi várias vezes premiada, tendo em 2012 no International Wine Challange em Londres, recebido nada mais que duas medalhas e uma menção homnrosa: medalha de ouro atribuída ao Monte Ermos Reserva Branco 2010, medalha de bronze ao Monte Ermos Reserva 2009 e uma menção honrosa para o Monte Ermos Tradicional 2009. Voltaram a ser premiados no Concurso Internacional de Bruxelas, com uma medalha de ouro para o Monte Ermos reserva tinto 2009, medalha de prata para o Monte Ermos Reserva Branco 2010 e Monte Ermos Tradicional 2009. São mais algumas óptimas opções para a sua garrafeira…
OS MONTES E A VINHA DE FREIXO DE ESPADA À CINTA
Foram referidos alguns dos vinhos que poderão fazer parte da sua garrafeira. Hoje apenas fizemos referência a alguns generosos, aos vinhos verdes e a alguns dos maduros da região do Douro. Como já foi referido, são muitas e diversificadas as regiões vitivinícolas portuguesas. Teremos que ir pouco a pouco constituindo a nossa garrafeira.

Até à próxima.
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