sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Ne me quitte pas - Jacques Brel, 1959 - Légende Français - French subtitle




                                                               Jacques Brel

                                                       






Uma Breve Biografia de um Grande Artista Belga



Jacques Brel (1929-1978) cantor, compositor, actor e director de cinema, foi uma das personalidades mais marcantes do mundo artístico europeu neste século.
As músicas atravessaram o tempo e as fronteiras, sendo traduzidas e executadas no mundo todo até os dias de hoje.

A universalidade de sua obra fez com que ele fosse um dos poucos artistas em língua francesa a ser famoso também nos Estados Unidos (onde foi tema um musical de grande sucesso, "Jacques Brel is alive and well and living in Paris", e de um filme com o mesmo nome, além de diversas homenagens em disco).

A sua obra foi traduzida para o holandês, alemão, espanhol, russo e diversos outros idiomas, sendo interpretada em toda a Europa.
Brel foi um marco fundamental na música francesa, juntamente com seus contemporâneos Georges Brassens, Léo Ferré, Guy Béart, Edith Piaf e Yves Montand.
Original, inconformado, revolucionário, ele marcou profundamente toda uma geração em França.

Suas músicas romperam dois estereótipos antigos: em primeiro lugar, o de que a canção poética é subtil demais para chegar ao grande público.

Com letras de um lirismo e elaboração extraordinária, Jacques Brel colocou melodias envolventes, explosivas, contagiantes, que arrebatam o ouvinte na primeira audição. Em segundo lugar, ele destruiu o conceito do cantor "parado", apenas com sua voz e seu violão, bastante comum em sua época.

No palco, Jacques Brel é um "ator musical", que vive cada música com uma força impressionante. Cada interpretação é uma pequena "peça de teatro", onde ele representa os personagens de suas letras com a intensidade exacta, na medida certa, sem exageros.

Dessa forma, Brel consegue conciliar o que parecia contraditório na época: a qualidade de suas músicas e a sofisticação da interpretação no palco. Nas décadas de 60 e 70, época da popularização da televisão, ele parece incorporar intuitivamente a sua linguagem, atingindo um público cada vez maior sem abrir mão da qualidade.

Além de seu talento sem igual, o segredo de Jacques Brel era o seu inabalável profissionalismo: ensaiava à exaustão todas as músicas, todas as representações, todos os momentos dos seus concertos .
Dizia que o talento era só a "vontade" de fazer alguma coisa, e não a habilidade em si. Dessa forma, afirmava que só com trabalho incansável é que poderíamos alcançar os objectivos.

Depois de quinze anos e mais de vinte milhões de discos vendidos, Brel decidiu abandonar a carreira de cantor, afirmando que era tempo de enfrentar novos desafios. É possível que a música tivesse se tornado uma rotina, o que era para ele insuportável. Perfeccionista, e com uma necessidade crônica de enfrentar desafios, se lançou na carreira de ator por alguns anos, com sucesso, e chegou a dirigir dois filmes.

Decepcionado com a recepção da crítica para seus filmes, e já cansado do mundo do show-businesseuropeu, cada vez mais dominado exclusivamente pela lógica do mercado, decide mudar radicalmente sua vida.

Em meados da década de 70, Jacques Brel compra um barco e se aventura numa volta ao mundo solitária, apenas acompanhado pela sua namorada.
No final da viagem, aportou na Polinésia e decidiu não mais voltar para a Europa. Se instalou numa casa simples, nas ilhas Marquesas, próximo de onde viveu o também Genial Paul Gauguin.

Nunca mais voltaria a morar na Europa. Voltou apenas uma vez em 1977, para gravar seu último disco, de estrondoso sucesso. Nessa época ele já sofria com os sintomas de um cancro no pulmão, que tratava há alguns meses, mas que jamais conseguiria curar.

Em 1978, o mundo recebeu inconsolável a notícia da morte de Jacques Brel, aos 49 anos.
 O seu amigo Georges Brassens, nesse dia disse, que "Jacques Brel não está morto.

 Para revivê-lo, basta que escutemos seus discos".

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