quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

COMO FAZER UMA GARRAFEIRA

COMO FAZER UMA GARRAFEIRA

UM SONHO

CONSTITUIR UMA GARRAFEIRA FAMILIAR


Em épocas passadas era costume e frequente cada casa ter uma garrafeira, de maiores ou menores dimensões, onde o homem da casa ia a pouco a pouco construindo a sua garrafeira, muitas vezes com vinhos da própria produção.

Hoje as coisas são muito diversas. São poucos aqueles que produzem vinho próprio e que possuam velhas casas apalaçadas onde antigamente existia uma cave a servir de garrafeira.

A deslocação para as grandes urbes, obriga maioritariamente a viver em altos prédios urbanos, com poucas divisões e de pequena dimensão. Mas há sempre forma de adaptar um local do seu andar a uma garrafeira. Existem mesmo no mercado garrafeiras climatizadas que podem ir das 20 às 200 garrafas.

COM BOA CAPACIDADE E SEM OCUPAR MUITO ESPAÇO

 O que interessa é que as garrafas estejam deitadas, com a rolha sempre molhada, de preferência com o rótulo voltado para cima (para tornar mais fácil identificação e igualmente informar onde se encontra o depósito- borra), que não estejam directamente expostas à luz solar, que mantenham um grau de temperatura entre os 8 e 12 º C, deve ser um local húmido (70 %), tranquilo, sem cheiros e de preferência virado a norte. Se quiser ter um controlo mais rigoroso da sua garrafeira, poderá sempre adquirir um termómetro e um higrómetro para medir o grau de humidade.

GARRAFAS CORRECTAMENTE ACONDICIONADAS

Os vinhos de qualidade, para se conservarem e melhorarem convenientemente nas garrafas, precisam de tratamentos prévios, alguns dos quais não são acessíveis aos amadores (seja como for, se desejar engarrafar, recomendo o uso de garrafa de cor verde). É recomendável os vinhos da sua colecção, sempre que possível, sejam comprados  já  engarrafados. Quando não esteja indicada nas garrafas a data do engarrafamento aconselha-se que coloque uma etiqueta com a data da compra. Sempre que possível compre duas garrafas do mesmo vinho e garanta junto do seu fornecedor, que o vinho possui qualidades que lhe permitem o envelhecimento e longa duração na garrafa. Não é fácil definir regras. Normalmente são os vinhos encorpados, com um bom equilíbrio entre os o álcool e os ácidos que envelhecem bem numa garrafeira, sejam eles tintos ou brancos. Pelo contrário, os vinhos leves, de aroma frutado, são de vida curta. Sabe-se que vinhos com alta graduação, como os vinhos do Porto e outros vinhos generosos, oferecem garantias de conservação e de envelhecimento mesmo depois de engarrafados. Passa-se o mesmo com os vinhos de consumo. Os vinhos verdes, por exemplo, de baixa graduação (salvo os de Monção), devem ser bebidos rapidamente pois deterioram facilmente.
 A escolha dos vinhos depende da capacidade da sua garrafeira, do seu gosto pessoal e da sua capacidade económica, como é evidente. Pode contudo encontrar bons vinhos e a preços muito interessantes nas Adegas Cooperativas, que têm aumentado o número de vinhos engarrafados de ano para ano.
Cuidado com os vinhos importados! Nunca se sabe quanto tempo e em que condições estiveram expostos nas Alfandegas.

DESFRUTE DE UM BOM VINHO DA SUA GARRAFEIRA COM OS AMIGOS


Das marcas de vinhos e regiões que poderão figurar na sua garrafeira falaremos numa outra edição.

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