domingo, 16 de fevereiro de 2014

CRACÓVIA - AUSCHWITZ E BIRKENEAU

CRACÓVIA 

LINHA FÉRREA DE LIGAÇÃO DE AUSCHWITZ  A BIRKENEAUA

AUSCHWITZ E BIRKENEAU


AVISO: O TEXTO QUE SE SEGUE E AS IMAGENS PUBLICADAS PODEM SER PREJUDICIAIS A PESSOAS SUSCEPTÍVEIS E A MENORES DE IDADE.

Estávamos a 23/01/2014 – Para visita aos campos de concentração e de extermínio de Auschwitz e de Birkenau, fomos transportados numa carrinha (Pich Up) com 3 filas de assentos conjuntamente com outros turistas alojados noutros hotéis. Após termos feito cerca de 75 Km, cerca de uma hora de viagem, fomos deixados no nosso destino em Oswiecim onde se localiza o campo a que os alemães chamaram de Auschwitz. Este campo de concentração é o símbolo do genocídio judaico e do Holocausto. 
De facto, a prisão inicialmente destinou-se à prisão de cidadãos polacos considerados politicamente perigosos; os alemães consideravam “perigosas” todas as personalidades do mundo político, civil e intelectual, assim como os participantes no movimento de resistência à ocupação alemã. 
Auschwitz acabou por receber prisioneiros procedentes de todos os territórios sob influência do Terceiro Reich. Revelou-se como parte integrante do plano para a “Solução Final da Questão Judaica”, ou seja, a eliminação de todos os judeus que viviam no território ou sob influência do Terceiro Reich
A partir de 1941 o campo foi ampliado com a construção de novos blocos e anexação de diversas aldeias, como foi o caso de Brzezinka, onde foi instalado o campo de Birkenau. Em 1942 os campos de Auscwitz-Birkenau constituíam o maior campo de extermínio de toda a Europa. Auschwitz
Inicialmente os prisioneiros eram identificados com fotografia, mas tendo os alemães chegado à conclusão que era um processo dispendioso, passam a fazer uma tatuagem num dos braços com um número de registo. 
Todos os judeus considerados não-aptos para trabalhos pesados eram deportados para este campo para serem de imediato eliminados nas câmaras de gás. Nesta situação os prisioneiros não sofriam qualquer registo para evitar a constatação da enormidade do extermínio. 
As vítimas destes campos entre 1940 e 1945 foram cerca de um milhão e quinhentas mil pessoas, sem distinção de sexo, idade ou fé política (1.100.000 terão sido judeus de diferentes nacionalidades, 140.000 seriam polacos, na sua grande maioria políticos, 20.000 ciganos e 20.000 prisioneiros de guerra de diferentes proveniências. 
Em 1979 a Unesco considerou este local com Herança Mundial, constituindo um testemunho da enormidade violenta de que o homem é capaz.
As linhas ferroviárias que ligam os dois campos, as guaritas e as cercas dos campos que estavam à época electrificadas mantêm-se como eram.


Guaritas e cercas dos campos que outrora estavam electificadas



Via férrea de ligação entre  Auschwitz-Birkenau




A nossa visita foi feita com uma simpática guia que falava muito bem a língua castelhana e além de falar dos factos históricos que já relatei, mostrou-nos o “museu” disperso pelos diferentes pavilhões, onde podem ser observadas imensas fotografias tiradas pelos soldados alemães, onde se vê a multidão de prisioneiros a descerem dos comboios que os transportavam ao campo,


Prisioneiros chegam ao campo
Prisioneiros esgotados no fim dum dia
esgotante de trabalhos forçados
e mal alimentados

Prisioneiros chegam ao campo
Prisioneiros no campo
A separação dos homens das mulheres, as crianças, todos eles transportando uma pequena mala com alguns dos parcos haveres que depois lhes era retirada, sendo obrigados a vestir fardas próprias listadas.





Fotografias de crianças prisioneiras




Soldados alemães vigiam a chegada de um comboio de transporte de prisioneiros

Às mulheres era-lhes rapado o cabelo, tendo sido por nós vista a enorme montra que ainda alberga uma tonelada de cabelo humano, com o qual os alemães teciam tecidos usados nas fardas dos seus soldados (vimos numa montra amostra desse “tecido”). Foi-nos pedido que por respeito às vítimas não fografassemos.
Noutra montra acumulam-se milhares de objectos pessoais que pertenceram a prisioneiros – muitas próteses usadas por prisioneiros (dos tais não aptos ao trabalho e que seguiram de imediato para o extermíneo), milhares de escovas de dentes, pentes, sapatos, roupas de criança, bonecas…


Uma boneca que pertenceu a uma
criança judia prisioneira no campo
Roupa de crianças prisioneiras nos campos

Milhares de sapatos de prisioneiros dos campos



       





Objectos pessoais

Milhares de escovas de dentes e outros pertences pessoais dos prisioneiros dos campos




















Centenas de próteses ortopédicas que alguns dos prisioneiros
traziam quando chegavam ao campo

Um sem fim de coisas que nos fazem acreditar que “aquilo” foi real e que permanentemente nos faz questionar:  como foi possível?!

Podemos ver a parca comida que era dada aos prisoneiros, uma vez ao dia.

A comida diária dos prisioneiros dos campos de concentração

A montra de caixas vazias que contiveram o produto semelhante a sal que uma vez em contacto com a água libertava um vapor mortífero que liquidava as suas vítimas em cerca de 20 minutos!

As caixas vazias que contiveram o produto mortífero

 Produto mortífero existente nas caixas, de cor branca

A visita a todos os horrores continuou, mas terão que esperar pela próxima página para conhecerem tudo o que nos foi mostrado. 

Acreditem que é melhor em “pequenas doses” do que “levar” com tudo isto duma só vez.
Faz mesmo doer a alma a constatação da realidade dos horreres ali praticados.
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